Presidente nega irregularidades
O presidente da Cohab, Assad Jannani, negou ontem que os projetos Poupalar e Renascer sejam inviáveis financeiramente. Não há nenhum risco para o poupador, assegurou. Pelo contrário: ele garantiu que o projeto, atendendo a todos os inscritos, poderá dar um lucro líquido para a Cohab de até R$ 60 milhões. Hoje o ganho já é de R$ 2 milhões. Temos planilhas para provar.
Segundo ele, somente com a fase inicial de poupança 40 meses o programa vai arrecadar 40% do custo total, e não 10% como disseram as entidades. O cálculo não é linear. Parte das unidades, por exemplo, serão entregues por lance. E os lances médios são em torno de 20%. Se jogar tudo isso na planilha, e outras coisas, ao longo de 40 meses dá 40%, diz.
Ainda segundo o presidente, dos 60% restantes, 20% serão investidos pela própria Cohab com recursos próprios; e os outros 40% poderão ser alcançados no mercado financeiro, por meio de recebíveis. É como uma lojinha que vende com cheque pré-datado. E hoje o melhor investimento que se busca é a carteira imobiliária, com renda fixa, lastro e histórico de que a pessoa é um bom pagador, defende.
Assad, que é irmão do deputado federal José Janene (PPB), disse também que, de fato, o programa não é um financiamento, e sim um sistema de permissão de uso com opção de compra e capitalização. Analisamos os problemas das Cohabs no País e fomos buscar a solução. Então olhamos para o mercado, que é onde está o dinheiro. E criamos um instrumento que combina exatamente a mecânica do consórcio, copia um pouco a poupança programada e também a mecânica dos títulos de capitalização.
Sobre o fato de ter registrado os direitos do programa em seu próprio nome, ele justificou que ficou receoso de que alguém registrasse a logomarca. Apenas fiz isso para prevenir o uso indevido de terceiros. Mas temos um documento cedendo gratuitamente os direitos de uso para a Cohab, informou.
Assad também negou que haja projeto para privatizar a Cohab. O que ocorreu, ele informa, foi um pedido de autorização para que a companhia possa atuar em todo Brasil, estabelecendo parceria com outras empresas. A Cohab não vive de impostos. Tem que gerar receita própria e ainda atender a demanda social. Ou seja, dar terreno, água, luz, lona. Eu até convido o povo de Londrina, esses que estão preocupados com a classe pobre, a vir nos ajudar. Porque ninguém ajuda, justificou. (L.H.)





