Num discurso rápido, de cerca de 8 minutos, o presidente Fernando Henrique Cardoso não fez nenhuma menção ontem, em Santos, na cerimônia de transferência do navio aeródromo ‘‘São Paulo’’ para a Marinha, à atual situação política. O presidente foi a última autoridade a discursar, precedido do governador Geraldo Alckmin, do ministro da Defesa, Geraldo Quintão e de três almirantes.
FHC destacou a importância do governo federal adquirir um porta-aviões mesmo o Brasil sendo uma Nação pacífica. Ao encerrar o seu discurso, o presidente disse que não poderia deixar de dar uma última palavra em homenagem a São Paulo. ‘‘Tinha pensado em trazer esse navio e entregá-lo ao governador Mário Covas. Hoje entrego a quem o sucede de modo admirável. Me sinto orgulhoso por São Paulo e pelo Brasil’’ disse Fernando Henrique.
Após a solenidade, Fernando Henrique deixou o navio ‘‘São Paulo’’, decolando do convés em um helicóptero da Marinha, em direção ao seu sítio em Ibiúna, interior de São Paulo. Não há previsão de audiência do presidente durante os dias em que ele ficará em Ibiúna. FHC retorna para Brasília na próxima segunda-feira. O Porta-Aviões ‘‘São Paulo’’ fica ancorado no Armazém 30 do Porto de Santos até a próxima terça-feira, quando regressa ao Rio de Janeiro.
A transferência do navio ‘‘São Paulo’’ do setor material para o setor operativo da Marinha Brasileira signifca, na prática, início da fase operacional do porta-aviões.
Também participaram da solenidade o governador Geraldo Alckmin, o ministro da Defesa Geraldo Quintana e o prefeito de Santos Beto Mansur, além dos ministros Pedro Parente (Casa Civil), Alberto Cardoso (Segurança Institucional), Andrea Matarazzo (Comunicação do Governo), o senador Romeu Tuma (PFL-SP), o deputado federal Arnaldo Madeira (PSDB-SP), o secretário estadual José Anibal (Ciência e Tecnologia), e o almirante Sergio Chagatelles.

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