Presidente nacional do PT faz campanha em Londrina
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sábado, 23 de outubro de 2004
Carolina Avansini<br>Reportagem Local 
A campanha do candidato a prefeito Nedson Micheleti (PT) ganhou ontem o reforço do presidente nacional do PT, José Genoíno. Ele esteve em Londrina pela manhã para apoiar a candidatura petista. ''Temos certeza da virada de Nedson'', disse. Na cidade, participou de uma carreata pelos bairros e de um ato em prol do candidato londrinense no calçadão.
Em entrevista a jornalistas no aeroporto, onde chegou às 8 horas e daria uma coletiva que não aconteceu devido à pouca presença da imprensa, Genoíno comentou que o PT disputa o segundo turno em 24 dos 42 municípios que realizam a eleição em duas fases, incluindo seis capitais. A performance, para ele, indica que o partido está definitivamente implantado no País. ''O maior crescimento foi nos grandes centros urbanos'', observou.
A evolução da sigla nas eleições de 2004 implica em maior comprometimento dos governantes petistas. ''Quanto mais avançamos, maior é a responsabilidade de atender os anseios da população'', declarou. No Paraná, o dirigente analisou positivamente a posição do partido no pleito. ''Disputamos com vantagem nas cidades onde governamos'', disse, referindo-se a Londrina, Maringá e Ponta Grossa. A vitória no segundo turno terá a função de consolidar o que ele chama de ''modo petista de governar cidades''.
O presidente do PT comentou a respeito da prisão do publicitário Duda Mendonça, detido na última semana por participar de uma rinha de galos no Rio de Janeiro. Ele foi o responsável pela campanha que elegeu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e trabalha, atualmente, em prol da reeleição de Marta Suplicy em São Paulo. ''Não tem nada a ver com a campanha da Marta, nem com o PT'', defendeu. Para Genoíno, houve exagero na condução do caso. ''É mais uma armação contra o PT, como nossos adversários sempre fazem'', criticou.
À tarde, ele seguiria para Ponta Grossa, onde apoiaria o candidato à reeleição Péricles Mello. A campanha pelo Paraná terminaria em Curitiba, com a participação em um comício do petista Angelo Vanhoni. O presidente do PT só não passaria em Maringá, a quarta cidade do Estado onde o PT concorre à prefeitura. ''Lá a situação está tranquila'', disse, referindo-se à vantagem do candidato João Ivo Caleffi sobre seu adversário, Silvio Barros (PP).


