Curitiba - O PDT tem duas prioridades para os próximos dois anos. Uma delas é a construção de uma aliança com o PPS. A outra, segundo o presidente nacional do partido, Carlos Lupi, é a viabilização da candidatura do senador Osmar Dias ao governo do Paraná em 2006. Lupi participou ontem em Curitiba de um encontro organizado pelo diretório estadual do PDT, que reuniu deputados, prefeitos, vice-prefeitos e vereadores eleitos pelo partido.
  ‘‘A candidatura do Osmar, nosso líder no Senado no ano que vem, é prioridade nacional. O Paraná sempre foi referência para o Brasil e é um Estado importante para o partido’’, disse Lupi. O discurso do senador pedetista segue o mesmo tom. ‘‘O que já definimos é que teremos candidato em 2006. Os partidos que quiserem formar aliança devem estar cientes disso’’, afirmou Osmar Dias.
  Mas para viabilizar uma candidatura própria ao governo do Estado em 2006, é considerada importante a negociação de uma aliança com o PPS. ‘‘Tudo também depende da verticalização (prevista na reforma política em votação no Congresso), observou o presidente nacional do PDT. A verticalização prevê que os Estados não poderão formalizar alianças antes de conhecer a nacional. O PPS e o PDT decidiram convocar, para o primeiro semestre do ano que vem, uma convenção nacional da esquerda democrática brasileira.
  O PDT está articulando também alianças com PSDB, PFL, PSB e PP. Para o vice-presidente do PFL no Paraná, deputado Durval Amaral, também presente no encontro, ainda não há definição. ‘‘Mas é um sentimento natural dentro do PFL a formação de uma grande frente de oposição, compondo com o Osmar’’, disse.
  Osmar Dias afirmou que o PDT vai manter uma posição crítica com relação ao governo do Estado e ao governo federal. No entanto, não descarta negociar, inclusive com o PMDB, do governador Roberto Requião. ‘‘Estamos abertos a conversar, mas não abrimos mão da candidatura própria’’.
  O PDT discutiu ontem uma agenda partidária para ampliar a participação no cenário político brasileiro nos próximos dois anos. Em 2004, o partido elegeu 3,2 mil vereadores e 305 prefeitos em todo o Brasil. No Paraná, são 44 prefeituras e 335 vereadores.

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