O presidente licenciado do PMDB de Londrina, Sérgio Bahls, é a mais nova baixa na campanha do senador e ex-governador Roberto Requião (PMDB). Bahls, que é servidor de carreira da Sanepar e já ocupou a gerência da companhia na gestão do peemedebista (2007-2010), foi um dos principais defensores da candidatura própria do partido, antes das convenções. Porém, desde o início da campanha, está licenciado da presidência da legenda e tornou-se cabo eleitoral do governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), candidato à reeleição.
"Fui chamado pelo governador para compor a equipe de trabalho e entendi que deveria aceitar. Não me sentiria bem fazendo campanha contra o governo onde trabalho", disse Bahls. "Sou profissional da Sanepar há 39 anos, pesou a questão profissional." Na noite de quarta-feira, em Londrina, Bahls acompanhou Marcello Richa, filho do governador, em reunião política com funcionários da Sanepar da região. Ele alega que "desanimou" com PMDB, citando as divisões e dissidências registradas na cúpula estadual do partido, que tem deputados estaduais na base do governo, apoiando a candidatura de Beto.
O coordenador da campanha de Roberto Requião em Londrina e região, Leonilso Jaqueta (PMDB), criticou a atitude do correligionário. "A gente vê com muita tristeza. (Bahls) sempre esteve conosco em lutas importantes, e se entregou por interesses particulares. De nossa parte, seguimos com a campanha."
Segundo Jaqueta, Requião "ficou bastante chateado" ao saber da dissidência londrinense, "pois o Requião tinha confiança nele". Quanto a atitude de Bahls, "é uma infidelidade que não vamos aceitar, deve se desfiliar do PMDB ou pode ser expulso". No entanto, Bahls disse à reportagem que deve deixar a legenda assim que vencer a licença. "Entrei no velho MDB pelas mãos do Zé Richa e do Wilson Moreira, acho que já dei a minha contribuição."

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