Presidente justifica silêncio
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segunda-feira, 19 de fevereiro de 2001
Daniela Nahass Agência Folha De Sinop 
O presidente Fernando Henrique Cardoso deu ontem uma justificativa por ter se mantido em silêncio em relação às críticas feitas a ele pelo senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), após as eleições das presidências do Senado e da Câmara. Sem citar o nome de ACM, FHC disse que às vezes se mantém calado não por temor, mas por ter convicção e responsabilidade histórica.
Posso calar às vezes porque tenho responsabilidades históricas. Posso ouvir sem responder porque tenho um compromisso com meu país, e tenho que levar adiante um programa, disse FHC, na parte final de discurso feito durante lançamento de um programa de informatização de escolas em Mato Grosso. O presidente disse ainda: Mas não tenham dúvidas: quando eu calo não é por temor, é o calar por convicção, é o calar porque sei o que estou fazendo e vou avançar mais. E vamos avançar e mudar esse Brasil.
ACM, que sofreu uma derrota política com a eleição de Jader Barbalho (PMDB-AM) para a presidência do Senado, disse em entrevista à Folha que FHC e o novo presidente do Senado são as mesmas pessoas. Também acusou FHC de ser omisso com a corrupção em seu governo. Desde a eleição de Jader, ACM tem feito várias críticas diretas ao presidente. E promete um novo discurso para hoje, o primeiro depois da eleição.
Além de se preocupar com o senador baiano, FHC ainda teve que enfrentar no Mato Grosso uma manifestação de estudantes. Durante os discursos, um grupo de 50 alunos da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT) vaiava e gritava palavras de ordem contra o governo federal.
Nunca nenhum presidente da República jamais deu tanto a Mato Grosso quanto meu governo. Na energia, nas estradas, na saúde, no arroz e no feijão. Esse arroz e feijão de Mato Grosso começa a render seus frutos, respondeu o presidente.


