Com salário de R$ 15 mil a partir do ano que vem, enquanto que os demais vereadores vão ganhar R$ 12 mil, a presidência da Câmara de Londrina tem ainda outras vantagens que atraem os concorrentes. Além da exposição na imprensa, por se tratar do principal representante da Casa, o ocupante do cargo tem o direito de nomear até seis assessores para o seu gabinete, podendo pagar até R$ 21,2 mil no total a eles - os demais parlamentares podem nomear até cinco assessores com verba total de R$ 15,6 mil. Outra tarefa que cabe ao presidente da Casa é a indicação de nomes para cargos administrativos importantes, como Procuradoria, Controladoria e Diretoria.
Advogado das áreas administrativa e eleitoral, o atual procurador da Câmara, Miguel Ângelo Garcia, disse que o histórico mostra eleições acirradas, especialmente no dia. ''Os partidos também têm interesse, especialmente neste ano em que vem por aí uma disputa estadual e é bom para eles ter o presidente como expoente partidário.'' Vereadores ouvidos pela reportagem confirmaram que nos dias que antecedem a escolha é grande a movimentação de caciques das legendas articulando nos bastidores.
Garcia informou que as chapas podem ser apresentadas no dia da posse. ''Os trabalhos são conduzidos inicialmente pelo vereador mais velho (no caso, o tucano Gerson Araújo, que tem 70 anos) e logo após a posse, no dia 1º de janeiro, os trabalhos são suspensos para que ocorra a eleição.'' Os votos são abertos e as chapas devem ter cinco integrantes, com presidente, vice e primeiro, segundo e terceiro secretários.
Um dos fortes argumentos que os candidatos podem usar na negociação para conquistar a aprovação do eleitorado na Câmara é a destinação das comissões internas da Casa, especialmente as de Justiça, Finanças e Desenvolvimento Urbano. Segundo o vereador Rony Alves (PTB), hoje no comando do Legislativo, ''geralmente o eleito para Mesa faz uma composição grande e esse grupo acaba definindo os ocupantes das comissões internas''. (E.F.)

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