Wilson Pedrosa/Agência EstadoConfiançaFernando Henrique conversa com Rockfeller no Hotel Intercontinental, em Nova York, antes de embarcar de volta para o BrasilOs banqueiros que se reuniram ontem com Fernando Henrique em Nova York, dentre eles o célebre David Rockfeller, demonstraram preocupação com a difícil relação de FHC com os governadores e sua capacidade de resistir às pressões políticas estaduais. ‘‘Como estão as negociações com os Estados? ’’, perguntou um dos convidados do jantar, depois de lembrar da moratória decretada pelo governador de Minas Gerais, Itamar Franco (PMDB).
‘‘A moratória é algo que faz muito barulho político, mas não tem qualquer impacto fiscal’’, respondeu FHC, ao explicar que ele pode parar de transferir os impostos arrecadados pelo governo federal aos Estados que não pagarem suas dívidas. ‘‘Não vou renegociar a dívida dos Estados, mas tenho a obrigação de examinar caso por caso, para ver o que pode ser feito’’, acrescentou.
‘‘Para os investidores foi importante ouvir do próprio presidente Fernando Henrique Cardoso que o Brasil não será complacente’’, disse o vice-presidente do Citibank, Bill Rhôdes, que organizou o café de manhã de ontem com os empresários. Foi o próprio Rhôdes que aconselhou o governo brasileiro a deixar claro que continuará controlando os gastos e realizando reformas, apesar de já ter superado o pior da crise.

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