Brasília - O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Marco Aurélio Mello, assume a Presidência da República pela segunda vez, hoje à tarde, quando o presidente Fernando Henrique Cardoso embarca para a reunião de cúpula do Mercosul na Argentina. Para não se tornarem inelegíveis para a disputa de outubro, os três substitutos imediatos de Fernando Henrique também sairão do país: o vice-presidente Marco Maciel e o presidente do Senado, Ramez Tebet (PMDB-MS), vão na comitiva presidencial para Buenos Aires, e o presidente da Câmara, deputado Aécio Neves (PSDB-MG), viajou ontem para o Chile.
A temporada de Marco Aurélio no cargo será curta, um pouco mais de 24 horas. A sua primeira interinidade ocorreu no dia 15 de maio, por ocasião da ida do presidente à Espanha e à Itália, quando permaneceu na Presidência, com grandes festas, por mais de uma semana.
Marco Maciel, que é candidato do PFL a uma vaga no Senado por Pernambuco; Tebet, que tenta a reeleição para o Senado, e Aécio Neves, que vai disputar o governo de Minas Gerais, são os os sucessores constitucionais de Fernando Henrique, mas não podem assumir a Presidência porque, pela legislação, se tornariam inelegíveis. Assim, até outubro, todas as vezes que o presidente viajar para o exterior, os três precisam, igualmente, se ausentar do País.
Recesso - Deputados e senadores tiveram ontem o seu primeiro dia de recesso parlamentar, após votarem a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) na noite da terça-feira. As férias do Congresso acabaram impedindo a visita do presidente do México, Vicente Fox, à Câmara e ao Senado. Por uma falha do cerimonial, que não previu o fechamento do Congresso, foi mantido na agenda de Fox encontros com Aécio Neves e Ramez Tebet, que só foram cancelados na última hora.
Assim que terminar o recesso oficial do Congresso, deputados e senadores começam o chamado ''recesso branco'', que irá se prolongar até as eleições de outubro. O motivo para as férias longas é que a maioria dos 513 deputados vai tentar se reeleger e 54 dos 81 senadores vão disputar as eleições de outubro e vão se dedicar, a partir de agora, às campanhas. Segundo o líder do governo na Câmara, deputado Arnaldo Madeira (PSDB-SP), os parlamentares vão se reunir na primeira e na última semana de agosto para votar medidas provisórias.

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