O presidente Fernando Henrique vai se reunir na semana que vem com 16 dos 27 governadores. Na segunda-feira, almoça com José Ignácio Ferreira (ES-PSDB), Esperidião Amin (PPB-SC) e Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN). Na terça-feira, toma café da manhã com a oposição: Ronaldo Lessa (PSB-AL); Olívio Dutra (PT-RS) e Anthony Garotinho (PDT-RJ). Na quarta-feira, recebe para almoço Amazonino Mendes (PFL-AM); Neudo Campos (PMDB-RR); Dante de Oliveira (PSDB-MG); Marconi Perillo (PSDB-GO) e Siqueira Campos (PFL-TO). Na quinta-feira, almoça com José Bianco (PFL-RO); César Borges (PFL-BA); Albano Franco (PSDB-SE); Mão Santa (PMDB-PI) e Joaquim Roriz (PMDB-DF).
Até agora, o presidente já recebeu individualmente os governadores do Pará, Almir Gabriel (PSDB); de Pernambuco, Jarbas Vasconcelos (PMDB) e do Paraná, Jaime Lerner (PFL) que pertencem à base aliada. Fernando Henrique também já conversou pessoalmente com dois governadores da oposição: Zeca do PT, do Mato Grosso do Sul, e Jorge Viana (PT), do Acre. Ontem, o presidente recebeu em audiência no Planalto o governador reeleito pela Paraíba, José Maranhão (PMDB).
Os assessores do Planalto garantem, entretanto, que mesmo sendo encontros em grupos, os problemas continuarão a ser resolvidos ‘‘caso a caso’’ e o governo federal não abrirá mão do cumprimento dos contratos de renegociação das dívidas aprovados pelas assembléias estaduais.
Além disso, a ajuda só será dada aos Estados que se dispuserem a fazer ajustes em suas contas. ‘‘A União buscará cooperação com os Estados, mas os Estados terão de fazer ajustes, seja por corte de pessoal, seja por privatização de empresas estatais’’, afirmou um importante assessor de Fernando Henrique Cardoso. ‘‘Não dá para continuar como está cada um terá que ver o que pode ser feito.’’
O governo admite permitir, em alguns casos, o uso do fundo de compensação em razão das perdas sofridas por alguns Estados com a aplicação da Lei Kandir.

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