Curitiba - O presidente estadual do PPB, deputado federal José Janene, disse ontem que ninguém no partido está autorizado a negociar com o PFL acordo para as eleições de outubro. O deputado afirmou que o PPB ainda não desistiu de concorrer com candidato próprio e que vai convocar uma reunião da executiva para meados de fevereiro para reafirmar a orientação nacional do partido. ‘‘Temos de nos fortalecer. Nossa rejeição não é ao PFL, mas ao governador Jaime Lerner’’, declarou.
Janene disse que quem se atrelar a Lerner durante a campanha enfrentará desgaste. ‘‘O governo é ausente, não cuida das estradas, não tem sensibilidade em dialogar com professores.’’ A restrição de Janene não se estende ao PMDB de Roberto Requião, ao PSDB de Beto Richa, nem ao PDT de Alvaro Dias.
Dois nomes, segundo Janene, despontam como possíveis candidatos ao governo do Paraná nestas eleições, o ex-senador José Eduardo de Andrade Vieira e o deputado estadual Tony Garcia.
Na avaliação de Janene, as pesquisas de opinião revelam que há espaço para novas candidaturas e que o PPB deve aproveitar este vácuo lançando uma chapa própria. Desde a campanha de 1998, o dirigente tenta convencer a maioria do partido a retirar seu apoio ao grupo de Lerner. Hoje, o PPB tem seis deputados estaduais e quatro federais. Boa parte alinhada ao Palácio Iguaçu.

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