Presidente eleito diz que maioridade penal deveria cair para 14 anos
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terça-feira, 30 de outubro de 2018
Rodrigo Borges Delfim Folhapress 
São Paulo - Em entrevista ao Jornal da Band, o presidente eleito Jair Bolsonaro disse que vai lutar pela redução da maioridade penal no Brasil. E que, por ele, deveria ser reduzida para 14 anos - o projeto que tramita no Congresso estipula a idade em 16 anos. "Se não for possível para 16, que seja para 17 [anos]. Por mim seria para 14, mas aí dificilmente seria aprovada. Pode ter certeza que reduzindo a maioridade penal, a violência no Brasil tende a diminuir", afirmou.
Bolsonaro também falou de seu plano para a Educação, que considera "o ministério mais importante". "Vamos deixar de lado a filosofia de Paulo Freire e que seja um grande profissional", afirmou, ao prometer uma indicação técnica para a pasta.
Questionado sobre a ditadura militar, o capitão reformado disse que a população brasileira está começando a entender que "não houve ditadura", e relativizou a censura a meios de comunicação na época. "O período militar não foi ditadura", disse.
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TETO DOS GASTOS
Já em entrevista à TV Record, o sucessor de Michel Temer defendeu a revisão da Medida Provisória do Teto dos Gastos, porque defende que a economia não tem espaço para ampliar os gastos e investir. "É dispensável a questão do teto, porque a economia já está deficitária. Então não adianta querer revogar a emenda constitucional do teto se não há mais como investir no Brasil. O teto no meu entender é importante. Se puder ser aperfeiçoado, será bem-vindo".
Privatização
Bolsonaro reafirmou planos de governo já expostos durante a campanha, como a ideia de privatizar estatais cujas atividades não sejam consideradas estratégicas para o Estado, de se aproximar dos Estados Unidos, e de acelerar as mudanças legais que vão permitir à população o porte de armas.
Mais uma vez, ele demonstrou vontade de ter o juiz Sérgio Moro, da Operação Lava Jato, em sua equipe, no Supremo Tribunal Federal (STF) ou no ministério da Justiça. Durante a entrevista à Rede Record, o presidente eleito disse que irá aos Estados Unidos neste ano ainda, acompanhado de assessores que farão parte da equipe que está montando, como Onyx Lorenzoni, cotado para a Casa Civil. Bolsonaro defendeu mais uma vez que a presidência da Câmara não seja ocupada pelo seu partido. (Com Agência Estado)


