Paris Jornais de direita, de centro e de esquerda da Europa, todos de horizontes diferentes, revelam que o presidente Lula seduziu em apenas 48 horas duas platéias inteiramente diversas, de Davos e Porto Alegre. Com isso, Lula acabou ganhando uma dose suplementar de respeitabilidade, afirma em editorial o jornal espanhol ''El País''. Mais do que remédios, lembra o editorial, ''Lula trouxe esperanças, algo que faltava a uma reunião dominada pelo pessimismo econômico... além de um ar fresco às salas do Fórum Econômico Mundial''.
O francês ''Libération'', jornal criado por Jean Paul Sartre, diz que Lula foi ovacionado em Davos ao defender ''uma nova ordem econômica mundial, quando falou para a nata dos banqueiros internacionais e de diretores de empresas multinacionais''. ''A maior parte deles, antes da chegada do presidente brasileiro, não escondia sua curiosidade, entre eles Paul Laudicina, diretor do grupo A.T. Kearney: 'Sim estamos muito curiosos de conhecer as intenções desse homem que vem do fundo do Nordeste'. Laudicina não esconde seu fascínio por Lula afirmando: 'Afinal, esse antigo metalúrgico parece ter saído diretamente de um romance de Émile Zola''', relata.
O ''Le Monde'' prefere citar em seu artigo trechos do discurso de Lula. Já o ''Figaro'', mais conservador, parece ter sido seduzido por Lula, abrindo sua matéria em quatro colunas com o título: ''O Congresso de Davos ''plebiscita'' o presidente brasileiro.''

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