São Paulo - O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, descartou, por enquanto, a possibilidade de reduzir a tarifa cobrada sobre o álcool brasileiro. Os Estados Unidos cobram uma taxa de 0,54 centavos de dólar por galão sobre o álcool vendido pelo Brasil, além de 2,5% de impostos alfandegários.
''Isso não vai acontecer, permanecerá até 2009 e depois disso o Congresso dará um jeito'', respondeu ele ao ser questionado se havia sido convencido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva a reduzir a tarifa.
Apesar da negativa do americano, Lula disse que o assunto ainda depende de muita negociação entre os dois países. ''Não acho que um país vai abrir mão das coisas que protegem seu comércio porque um outro está pedindo. Esse é um processo de convencimento, de muita conversa e vai chegar um dia que essa conversa vai amadurecer e chegar num denominador comum que vai permitir um acordo'', afirmou.
Atualmente, o etanol norte-americano, a partir do milho, custa 50% mais que o brasileiro, produzido a partir da cana-de-açúcar. Mas as barreiras comerciais norte-americanas tornam o etanol local mais barato. Faltando poucas horas para o presidente Bush chegar ao Brasil, no dia 8, Lula classificou os subsídios norte-americanos de ''nefastos ao livre comércio''.

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