Presidente do TRT de São Paulo tem bens bloqueados
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quarta-feira, 25 de agosto de 2004
Agência Folha 
São Paulo - A Justiça Federal de São Paulo determinou no último dia 13 o bloqueio de bens e a quebra dos sigilos bancário e telefônico da presidente do TRT (Tribunal Regional do Trabalho) de São Paulo, Maria Aparecida Pellegrina, que foi acusada pelo Ministério Público Federal de fraude em licitação pública para compra de móveis no valor de R$ 3,79 milhões.
Pellegrina, que será sucedida no comando do tribunal no dia 15 do próximo mês, afirma que a licitação seguiu os trâmites legais e que a acusação é ''injusta e inverídica''. Em carta enviada a amigos, a juíza declarou que irá rebater judicialmente todas as acusações.
Além de Pellegrina, a decisão da juíza substituta da 21 Vara Cível Federal, Luciana da Costa Aguiar Alves Henrique, atinge quatro funcionários do TRT -Ivan Freddi, Maria Elena Mota, Luciano Aires e Gilson de Souza- e duas empresas de móveis, a Informov Ltda. e a Claumatt Indústria e Comércio de Móveis, com seus respectivos representantes (Plínio Noronha e Donizetti Pontim). A concorrência pública foi aberta para mobiliar o novo Fórum Trabalhista de São Paulo, cuja construção foi bastante tumultuada. Na época, o então presidente do TRT paulista, Nicolau dos Santos Neto, foi acusado de desviar R$ 196,5 milhões da obra - ele foi condenado a oito anos de prisão.


