Presidente do TRE cobra Lei da Ficha Limpa
Curitiba - O presidente do TRE defende a aplicação da Lei da Ficha Limpa a partir de 2012. O caso depende de julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) e está parado até que a presidente Dilma Rousseff (PT) escolha um novo nome para compor a corte. A vaga está ociosa desde agosto, quando a ministra Ellen Gracie se aposentou. ''Estamos aguardando a nomeação. Não nos interessa se será homem ou mulher. Havia o princípio da anterioridade. E, para o ano que vem, tem que valer. Vamos parar com essa brincadeira. Em todos os casos julgados pelo TRE, a validade da Ficha Limpa foi unânime''.
Sobre o voto impresso, assim como a maior parte dos juízes eleitorais, tanto Prestes Mattar quanto o diretor-geral do TRE, Ivan Gradowski, se posicionaram favorável à decisão do STF (de anteontem) que enterrou a proposta de voto impresso, ou seja, que o eleitor saísse com um comprovante da votação. A decisão foi tomada levando em conta que o comprovante poderia colocar em risco o sigilo do voto. Do outro lado, os defensores do voto impresso dizem que justamente a não comprovação pode ser um risco maior, já que não há a possibilidade de recontagem de votos por outros meios. ''Seria um retrocesso brutal que acarretaria o término da urna eletrônica'', declarou Gradowski.
Em relação às pesquisas eleitorais, o presidente do TRE evitou se comprometer sobre o posicionamento do tribunal a partir de 2012. No ano passado, uma grande polêmica se formou em torno do TRE, que aceitou diversos pedidos de impugnação das sondagens, principalmente para governador, na reta final da disputa. ''Mantivemos a mesma linha. Já defendi o posicionamento do TRE em outras cidades. Um dos últimos exemplos claros dessa influência das pesquisas foi a diferença de Gustavo Fruet para Roberto Requião na disputa pelo Senado. As pesquisas indicavam cinco vezes mais votos para Requião e a diferença foi mínima'', resumiu ele. (L.C.)





