Presidente do TJ tem em mãos mais um caso polêmico
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sexta-feira, 04 de julho de 2003
Rodrigo Sais<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Além da decisão sobre a reintegração de Luiz Fernando Delazari ao cargo de secretário da Segurança, o presidente do Tribunal de Justiça (TJ), Oto Sponholz, tem outro assunto polêmico referente ao governo estadual que depende de sua sentença. O governo protocolou ontem no TJ um pedido de suspensão da liminar que decretou a nulidade do edital de licitação elaborado pelo governo para contratar 12 agências de publicidade a partir da terça-feira que vem.
A ação foi movida pelo empresário Guilhobel Aurélio Camargo por intermédio do ex-secretário do governo de Jaime Lerner, o advogado José Cid Campêlo Filho. Na ação, Campêlo argumenta que o edital não deixa claro os critérios que serão usados para distribuir entre as agências os R$ 43,5 milhões previstos na lei orçamentária do ano passado para a publicidade oficial do Estado. O advogado já teve seu pedido de nulidade edital aceito na 4 Vara da Fazenda do TJ.
A tentativa de suspensão da liminar no TJ é praticamente a última cartada para que a abertura dos envelopes com as propostas das agências de publicidade para a licitação ocorra na terça-feira que vem, como quer o governo. Apesar da urgência na apreciação da liminar, o secretário estadual de Comunicação, Aírton Pisseti, afirmou na quinta-feira que estava confiante na derrubada da liminar.


