Presidente do TJ pede 'cautela' a jornalistas
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terça-feira, 03 de fevereiro de 2015
Mariana Franco Ramos <br> Reportagem Local 
Curitiba - Empossado ontem como presidente do Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná, o desembargador Paulo Roberto Vasconcelos disse que as portas do TJ estarão "sempre abertas" para a imprensa. No entanto, pediu "cautela" na solicitação de informações. Curiosamente, apesar de ter concedido uma rápida entrevista a profissionais ligados ao próprio Tribunal e ao governo do Estado, a qual a FOLHA conseguiu acompanhar apenas no fim, ele saiu da solenidade sem falar com os repórteres dos demais veículos de comunicação, como fora acordado anteriormente.
"Acredito que os senhores jornalistas devem ter cautela para chegar e exigir alguma coisa. Não se pode exigir; se pode pedir. Eu acho que, até por uma questão de educação, (com) esse processo de solicitar gentilmente as coisas, tudo flui mais rápido", afirmou. Desde a posse do ex-presidente Clayton Camargo, em fevereiro de 2013, quando jornalistas foram barrados na entrada do Palácio da Justiça, a imprensa paranaense tem tido dificuldade em obter retorno do órgão. A troca de comando, para Guilherme Luiz Gomes, tampouco modificou a situação. Em algumas oportunidades, orientada pela assessoria do TJ a enviar e-mails com as solicitações, a reportagem recebeu respostas automáticas, informando que as mensagens haviam sido apagadas sem ser lidas.
Além de Vasconcelos, que fica no cargo até o final de 2016, assumiram suas funções ontem o 1º vice-presidente, Renato Bettega, o 2º vice-presidente, Fernando Bodziak, o corregedor-geral, Eugênio Grandinetti, e o corregedor, Robson Marques Cury. A cerimônia começou às 17 horas e teve três horas de duração. Em seu discurso, o novo chefe do Poder Judiciário voltou a dizer que suas prioridades serão a construção de um Centro Judiciário, em Curitiba, para atender ao primeiro grau, a reforma no prédio do Palácio da Justiça, a ser concluída até julho de 2016, e a construção de um centro administrativo, ao lado da sede Mauá do TJ, também na capital. "(Queremos) dar um tratamento de choque nessa parte administrativa, exatamente para que os processos fluam mais rápido."


