Curitiba - O presidente do Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná, desembargador Miguel Kfouri Neto, cassou ontem a liminar que suspendia a eleição de conselheiro do Tribunal de Contas (TC) do Estado, e beneficiava o ex-secretário estadual da Educação Maurício Requião. A nova decisão, que atende a um pedido do governo do Estado, foi assinada quase 24 horas depois que o juiz Jailton Juan Carlos Tontini, da 4 Vara da Fazenda Pública de Curitiba, havia determinado a suspensão da eleição ao acatar a liminar na ação popular movida por João Benjamim dos Santos e Ivan Ribas. A reviravolta foi rápida. Até o final da tarde de ontem, nem mesmo o presidente da Assembleia Legislativa, Valdir Rossoni (PSDB), havia sido notificado sobre a decisão anterior, de suspensão da eleição.
A ação popular foi protocolada pelo advogado de Maurício Requião, Ivan Xavier Vianna Filho. Procurado ontem pela reportagem para comentar a reviravolta, o advogado não retornou as ligações. No despacho de ontem, o presidente do TJ argumentou que estava derrubando a liminar diante do ''risco de lesão à ordem pública administrativa''.
Maurício Requião foi o mais votado na Assembleia Legislativa para o cargo de conselheiro do TC em meados de 2008, quando o governador do Estado era Roberto Requião. Mas, desde aquele ano até agora, Maurício passou a maior parte do tempo afastado de suas funções no TC, por conta de contestações no Judiciário. No início de maio, alegando que a eleição que conduziu Maurício Requião ao TC estava irregular, o governador do Estado, Beto Richa (PSDB), revogou o decreto de nomeação do ex-secretário estadual ao TC e o presidente da AL abriu um novo processo eleitoral.
A nova eleição está marcada para a próxima terça-feira e tem 17 candidatos na disputa. Entre eles, o procurador-geral do Estado, Ivan Bonilha.

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