Presidente do STM critica fim da Justiça Militar
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 19 de março de 1999
Agência Estado 
A solenidade de posse do novo presidente do Superior Tribunal Militar, brigadeiro Carlos Almeida Baptista transformou-se em um ato de desagravo em favor da Justiça Militar, que tem sido alvo de críticas do presidente do Congresso, senador Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA). Depois de lembrar que a Justiça Militar foi criada há 190 anos, o brigadeiro Baptista disse que ela consome apenas 0,017% do orçamento da União.
Fazendo um paralelo com os problemas existentes nos demais segmentos da Justiça, o novo presidente do STM comentou que a Justiça Militar não tarda e dificilmente falha. Para o brigadeiro Baptista, esse assunto deve ser discutido no foro adequado e ouvindo quem de direito. Nenhum dos oradores citou nominalmente o senador Antônio Carlos Magalhães.
O general Édson Alves Mey, que deixou a presidência do STM, disse que a discussão sobre a reforma do judiciário está sendo explorada pela mídia, amparado em inverdades, ao informar que a Justiça Militar é ociosa. Não é porque existe menos incêncio que vamos acabar com o Corpo de Bombeiros, acentuou o general Mey, fazendo uma analogia com a proposta de extinção do STM.


