Brasília - A 11 dias de seu início, a greve de juízes estaduais e trabalhistas e de promotores de justiça começou a ser desarticulada ontem com um pronunciamento do presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Maurício Corrêa, na TV Justiça, conclamando os magistrados a recuar. A suspensão da greve, marcada para ocorrer de 5 a 12 de agosto, ainda depende de um encontro na terça-feira entre os líderes do movimento e o relator da reforma da Previdência, deputado José Pimentel (PT-CE), no qual eles esperam obter alguma garantia de manutenção de direitos dos quais eles não abrem mão.
''Da magistratura brasileira espera-se serenidade, hoje e sempre'', disse Corrêa no pronunciamento. ''Considero fundamental a suspensão do ato programado, o que viabilizará, tenho certeza, a retomada dos entendimentos que permitirão o alcance de uma solução de consenso.'' Paralelamente ao apelo formal de Corrêa, os promotores de justiça, que no primeiro momento se aliaram aos juízes contra a reforma, começaram a tratar a mobilização com mais cautela.
O presidente da Conamp (Associação Nacional dos Membros do Ministério Público), Marfan Martins Vieira, enviou correspondências às entidades estaduais orientando que não referendem a deliberação da greve. Ele considera que nos últimos dois dias o governo e os líderes governistas na Câmara deram sinais de abertura para o diálogo. ''Agora estamos vendo uma disposição mais séria.''

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