O vereador e presidente estadual do PT, André Vargas, um dos 22 acusados na ação civil pública, criticou ontem o trabalho do Ministério Público (MP).‘‘O livro do caixa do Carlos Júnior tem cerca de 200 nomes, só têm sido divulgadas e chamadas algumas pessoas e outras não. Então acho que o Ministério Público está sendo seletivo’’, argumentou Vargas. Ele teria recebido R$ 10 mil da AMA, utilizados na campanha de 98 do atual secretário da Fazenda, Paulo Bernardo (PT).
Vargas voltou a apresentar as cópias de uma representação ajuizada em agosto de 1998 pelo advogado do PSDB, Alexandre Hauly, contra o ex-prefeito Antonio Belinati, e de uma das páginas da lista de Carlos Júnior com o lançamento de R$ 15 mil para ‘‘Alexandre - LCH’’. ‘‘O que eu apresentei para o MP são cópias de uma ação que coincide a data da anotação no livro-caixa do Carlos Júnior, com a retirada de uma ação que o PSDB movia contra o Belinati e portanto é uma evidência quase que material de que é possível que tenha tido ali uma relação e que alguém tem que se explicar’’, justificou. ‘‘Esses documentos evidenciam que pode haver alguma relação com o deputado Luiz Carlos Hauly, não estou dizendo que tenha, mas que ele tem que ser ouvido. Por que uns são ouvidos e outros não?’’.
A assessoria do deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB) afirmou que serão tomadas as providências cabíveis contra as afirmações do vereador.
O promotor Cláudio Esteves contestou as declarações de Vargas. ‘‘Essa situação trazida por ele faz parte da enorme gama de pontos ainda a serem elucidados pelo MP. Essa licitação trata de uma situação em que todos os favorecidos foram incluídos’’, justificou. (C.O.)

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