Presidente do PSDB nega elo com Marcos Valério
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terça-feira, 26 de julho de 2005
Folhapress 
Brasília - O presidente nacional do PSDB, senador Eduardo Azeredo (MG), negou ontem a notícia de que teria participado de um esquema de triangulação de verbas de campanha em 1998 com o empresário Marcos Valério Fernandes de Souza, e acusou o PT de dar um ''abraço de afogado'' na tentativa de afundar seu partido. Discretamente, petistas celebravam o surgimento de uma notícia que liga o ''esquema Marcos Valério'' à oposição. Além disso, dá fôlego à tese governista de que todos fazem arrecadações ilegais.
''O que essa notícia demonstra é que esse padrão de comportamento das empresas de Marcos Valério ocorriam pelo menos desde 1998 com a campanha da coligação PSDB-PFL ao governo de Minas Gerais'', disse o líder do governo Aloizio Mercadante.
''Fico indignado! São coisas totalmente diferentes! Isso foi há sete anos!'', rebateu Azeredo. Mercadante criticou os tucanos por não ter oferecido antes informações para CPI sobre o esquema para acelerar as investigações, isentou Azeredo de envolvimento pessoal e ironizou a defesa do PSDB de que o caso é antigo: ''Corrupção não é como pote de iogurte, que tem prazo de validade''.
''Um erro não justifica o outro, mas a degeneração não pode ser atribuída a Delúbio Soares (ex-tesoureiro do PT)'', disse o deputado Maurício Rands (PT-PE).
Azeredo chegou às pressas no Senado no início da tarde para falar na tribuna e se colocou à disposição para esclarecimentos na CPI dos Correios, onde foi citado por petistas durante o dia. Ele rejeitou qualquer ligação com a crise atual, conforme noticiou o jornal ''O Globo'' ontem. De acordo com a reportagem, a empresa DNA, de Marcos Valério, contraiu um empréstimo no Banco Rural em 1998 de R$ 11,7 milhões. No mesmo ano, sua outra empresa, a SMP&B repassou mais de R$ 1,6 milhão a 70 políticos da coligação de Azeredo. ''O padrão parece ser muito semelhante'', disse Mercadante sobre as atuais investigações do PT.
Segundo Azeredo, sua coordenação de campanha não tem nada a ver com o empréstimo da DNA com o Banco Rural e teve suas contas aprovadas pelo Tribunal Regional Eleitoral. ''Se alguém tentar dar um abraço de afogado, o PSDB não aceita.''
O líder tucano, senador Arthur Virgílio (AM), fez duras críticas ao PT, que segundo ele ''quer companhia para tentar se salvar do lamaçal em que chafurda o governo Lula''.


