A direção estadual do PPB aceitou o convite do PMDB para discutir, na próxima quinta-feira em Curitiba, estratégia de criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), na Assembléia, para investigar as denúncias envolvendo o secretário Hermas Brandão. Apesar das chances de instalação serem mínimas - a oposição não detém maioria - o presidente do partido, deputado federal José Janene, garantiu ao presidente do PMDB em exercício, Milton Buabssi, a participação do PPB nas discussões. PSDB, PT e PSN também estão na lista das siglas interessadas na CPI.
‘‘Foi uma denúncia grave sob todos os seus aspectos. Sugiro que o governador faça um pronunciamento oficial. Não pode ficar mudo nessa hora’’, cobrou o dirigente, minutos antes do encontro estadual do PPB, no plenarinho da Assembléia, onde foram apresentados os pré-candidatos do partido à Assembléia Legislativa e Câmara Federal, em 98. Para Janene, o governador Jaime Lerner deveria ter saído em defesa do secretário da Agricultura. ‘‘A denúncia não se restringe ao Hermas (Brandão), é contra o governo como um todo’’, observou.
Janene sinalizou ainda que não há interesse político do PPB na queda do secretário da Agricultura, o que poderia garantir espaço político no governo para os pepebistas. ‘‘Não temos interesse em participar deste governo. Ficamos três anos sem nada e um compromisso agora apenas nos vincularia’’, assinala. O presidente estadual diz que o PPB não quer fechar nenhum acordo político com o governador para não impedir a sigla de manter contatos com PSDB e PMDB.
O presidente em exercício do PMDB, Milton Buabssi, diz saber das dificuldades políticas em se instalar uma CPI no Legislativo. ‘‘Não podemos ficar de braços cruzados’’, prega. Ele lembra que o encontro de quinta se restringirá aos dirigentes partidários. ‘‘Mais tarde, estenderemos a idéia para os parlamentares’’, avisa. (L.D)

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