Curitiba - O diretor-presidente do Banco Itaú, Roberto Egydio Setúbal, não compareceu ontem à convocação da CPI do Banestado. Ele foi intimado para explicar as razões do não fornecimento de informações solicitadas pela CPI sobre transações financeiras envolvendo paranaenses através das chamadas contas CC-5, que permitiam a remessa de dólares para o Exterior através da agenda Banestado em Nova York. O Banestado foi comprado pelo Itaú em outubro de 2000. Os deputados queriam ainda esclarecer com Setúbal denúncias de que o Itaú teria recebido informações privilegiadas para adquirir o Banestado. ''Existem suspeitas de que foi feito um grande negócio, um acórdão, envolvendo pessoas estratégicas da cúpula do governo (Jaime Lerner)'', afirmou o deputado estadual Neivo Beraldin (PDT).
A ausência de Setúbal foi justificada pelo advogado criminalista René Ariel Dotti. Setúbal teria compromissos inadiáveis. Dois diretores do Itaú foram designados para responder os questionamentos da CPI do Banestado. No entanto, eles não foram ouvidos pelos parlamentares, que resolveram encerrar a sessão e reconvocar Setúbal para o dia 4 de agosto.

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