Presidente do diretório do PPS de Mariluz morre baleado
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sábado, 03 de março de 2001
Vânia Moreira De Umuarama 
O presidente do PPS de Mariluz ( 35 quilômetros a sudoeste de Umuarama), Carlos Alberto de carvalho, 39 anos, morreu ontem de madrugada no Hospital Cemil, em Umuarama. Ele havia sido baleado quarta-feira à noite, durante atentado que matou o vice-prefeito Aires Domingues (PPS), 58 anos. Domingues recebeu dois tiros no rosto e pescoço e morreu na hora. Carvalho foi atingido por oito balas no rosto, no abdome e nos braços e estava internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Os líderes do PPS foram atacados por volta de 19h30, quando conversavam no escritório de Carvalho. Um homem de aproximadamente 1,75 metro de altura, forte e claro entrou no escritório com uma pistola 9 milímetros e abriu fogo contra os dois. Algumas testemunhas viram o homem sair correndo do escritório e fugir num monza escuro que estava estacionado na esquina.
Os motivos do duplo homicídio ainda são desconhecidos. As polícias de Mariluz e Umuarama investigam principalmente os desentendimentos políticos entre o dirigentes do PPS e o prefeito, o padre Adelino Gonçalves (PDB). O partido apoiou a eleição de Gonçalves em troca de cargos na prefeitura, mas o prefeito não teria cumprido o acordo. Carvalho e Domingues estavam descontentes principalmente com a nomeação de pessoas de fora do município para cargos de confiança. Domingues havia discutido com Gonçalves no final de janeiro e desde então não se falaram mais.
Gonçalves afirma que ofereceu três cargos de confiança ao PPS e a secretaria- geral da prefeitura para Carvalho. O presidente do partido, entretanto, não teria aceitado o cargo porque não concordava com a nomeação de uma ex-vereadora para ao Samai a autarquia de abastecimento de água. O prefeito nega ter rompido com o partido e considera absurda a suspeita de que possa ter encomendando a morte dos líderes do PPS.
Ontem, fontes da delegacia informaram que a polícia já tinha identificado um suspeito de ser o autor dos disparos e que ele poderia ser preso a qualquer momento. Os delegados de Cruzeiro do Oeste, Roberto Penteado e o delegado-chefe de Umuarama, Marcolino Aparecido da Costa, estavam em diligência e não foram encontrados.
O presidente regional do PPS paranaense, deputado federal Rubens Bueno, disse que conversou rapidamente com Carvalho na quinta-feira. Ele teria dito que o crime teve motivação política. É lamentável que violência dessa natureza ocorra num Estado desenvolvido como o Paraná, afirmou o presidente nacional do PPS, senador Roberto Freire, que estará hoje de manhã em Mariluz para o enterro de Carvalho.


