Para o presidente do Sincuscon (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Norte do Paraná) e do CMC, Rodrigo Zacaria, o arquivamento do projeto de lei que cria o Concidade representa o fim de uma polêmica na cidade. "Essa questão de qual conselho deveria existir está pacificada e nós vamos trabalhar o Plano Diretor, fazer as propostas necessárias, as avaliações, as reuniões e no final do ano, como disse a diretora do Ippul, vai ser votada novamente e discutida a lei geral do Plano Diretor. Nesta lei é que se estabelece o modelo de conselho municipal que Londrina vai ter para os próximos dez anos e vão ser ajustadas a composição e as atribuições de acordo com esta discussão", afirmou Zacaria.

Sobre a teoria de que o Concidade estaria sendo criado principalmente para barrar uma unilateralidade na tomada de decisões do CMC, e também, por conta do envolvimento de três membros no suposto esquema criminoso de mudança de zoneamento, Zacaria amenizou.

"Eu acho que um conselho que está constituído e trabalha há vinte anos e teve problemas com apenas três membros... todos somos humanos e isso pode acontecer. Nós tivemos problemas no nosso Legislativo muito mais do que três vezes, como tivemos no Executivo e nem por isso nós mudamos a maneira que ele é composto. Ao meu ver o texto não garante a questão técnica do conselho", afirmou.

O professor de direito urbanístico da UEL, Miguel Etginger, criticou a decisão. "Existe um discurso de que as decisões do conselho têm de ser técnicas. Esse é um discurso que está sendo colocado e precisa ser contestado. Conselho Municipal é órgão de controle popular. Para decisões técnicas, tem o Ippul e a Secretaria de Obras. E, dentro dos conselhos, têm as câmaras técnicas, que dão subsídios para as decisões dos conselheiros. Entendo que foi uma decisão política e representa muito bem qual segmento da sociedade a CML representa e é voz. Não é a voz do trabalhador, da população em geral", afirmou. (V.S., com colaboração de Luís Fernando Wittemburg/Grupo Folha).

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