Segundo o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, veterano participante do Fórum de Davos, os temas da distribuição desigual de benefícios da globalização e o agravamento das desigualdades sociais têm sido levantados nas edições do Fórum desde a crise da Ásia, em 1997. No entanto, sempre foram relegados ao segundo plano.
Na avaliação do ministro, o interesse dos próprios organizadores do Fórum de Davos na participação de Lula abrirá uma oportunidade única para colocar essas questões em primeiro plano. Furlan avalia que mesmo os países mais beneficiados com o processo de globalização estão hoje ''desconfortáveis'' com os resultados, pois é evidente o agravamento dos problemas sociais em regiões como Europa, Estados Unidos e Japão. Para o ministro, Lula chega a Davos na condição de legítimo portador dos pleitos dos países em desenvolvimento. A credencial de Lula não será seu cargo, mas sua própria história pessoal.
Lula afirma na nota de ontem que a prioridade de seu governo será o combate à fome. O programa Fome Zero será apresentado à elite econômica mundial em Davos. Segundo um dos organizadores do Fórum, o ex-presidente da Costa Rica José Maria Figueres, uma das metas do evento é incentivar o papel social das empresas. Por isso, Figueres pretende estimular contatos entre Lula e dirigentes de multinacionais, com o objetivo de levantar fundos para o Programa Fome Zero.

mockup