Presidente do banco diz não temer CPI
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sexta-feira, 28 de fevereiro de 1997
Agência Estado 
CURITIBA - O presidente do Banco do Estado do Paraná (Banestado), Domingos Murta Ramalho, afirmou ontem que a Banestado Leasing emitiu R$ 300 milhões em debêntures em três operações nos últimos anos. Um consórcio de bancos e corretoras, entre eles o Boasafra, teria colocado os papéis no mercado. Ramalho disse que se for chamado pela CPI dos Títulos Públicos estará pronto a dar as explicações. Os editais foram publicados em grandes jornais, deixando claras as regras, que são as mesmas utilizadas por outras empresas, disse o presidente do Banestado.
Ramalho afirmou também que a auditoria no Banco del Paraná, do qual o Banestado detém 83% das ações ordinárias, continuará, apesar de o vice-presidente Cesar Rodriguez ter se retratado das acusações que fizera de que o banco estava sendo usado para lavagem de dólares.
Segundo Ramalho, Rodriguez tem 6% das ações e um litígio judicial com o Banco del Paraná desde que foi decidido reduzir o número de diretores de três para dois. Rodriguez perdeu o cargo. O Banco Central do Paraguai também está fazendo uma auditoria paralela. Ramalho espera que até a próxima quarta-feira (05) o trabalho esteja concluído.
O presidente do Banestado admitiu a possibilidade de o Banco del Paraná ser vendido. No ano passado, ele apresentou balanço positivo com lucro de US$ 6,5 milhões. De acordo com o presidente do Banestado, o resultado é fruto da reestruturação empreendida, que levou ao fechamento de duas das seis agências e e ao enxugamento de pessoal. O governador do Paraná, Jaime Lerner (PDT), também não excluiu a possibilidade de venda da instituição. Não é função do governo do Estado ter um banco fora do País, justificou.


