Jersualém- Descontraído diante de 280 empresários israelenses e brasileiros, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou ontem que nunca se mete em briga, mesmo pertencendo a um ''partido complicado'', no qual impera a divergência. ''Eu tenho o vírus da paz desde que estava no útero da minha mãe'', qualificou-se Lula, que horas antes havia sido comparado a um ''César'' pelo presidente de Israel, Shimon Peres.
Em improviso, Lula afirmou que, em seus sete anos de governo, não teve tempo de discutir temas secundários, de falar mal das pessoas, de criticar a oposição e de brigar com outros países. Recordou-se de haver apoiado a eleição de Evo Morales como presidente da Bolívia porque ''índio votar em índio é coisa normal''. ''O anormal era (a Bolívia) ter um presidente loiro, de olhos azuis e que falava espanhol com sotaque'', em referência ao ex-presidente Gonzalo Sánchez de Lozada, que governou o país entre 1993 e 1997 e no curto período de agosto de 2002 a outubro de 2003, quando renunciou.
Lula completou que, em troca, Morales ''tomou a Petrobras''. Mas seu governo também considerou ''normal'' a nacionalização do setor de gás boliviano e que buscou o diálogo em torno de um acordo, apesar das críticas de segmentos que esperavam uma reação dura do Brasil. ''Como um metalúrgico de São Paulo, eu ia brigar com um índio boliviano?''(Agência Estado)

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