BRASÍLIA - O presidente Fernando Henrique Cardoso se reunirá amanhã com o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), para escolher os dois ministros do PMDB. Na sexta-feira, FHC e Temer acertaram que o Ministério da Justiça ficará com um senador e o dos Transportes com um deputado.
Na Câmara, o candidato preferido do Palácio do Planalto é o deputado Aloysio Nunes Ferreira (PMDB-SP). Aloysio é amigo do presidente e do ministro das Comunicações, Sérgio Motta.
Fernando Henrique disse a Temer que gostaria de ver Aloysio nos Transportes. O deputado era cotado para a Justiça, mas se adequaria aos Transportes. Ele foi secretário de Transportes Metropolitanos de São Paulo, no governo Luiz Antonio Fleury Filho (1991-1994).
A possibilidade de a escolha recair sobre o deputado paulista provocou reações no PMDB. A indicação de Aloysio concentraria poderes no PMDB de São Paulo, que tem o presidente da Câmara e o ministro de Assuntos Políticos, Luiz Carlos Santos.
Temer insistiu na indicação do deputado Eliseu Padilha (RS), primeiro vice-líder do PMDB, para os Transportes. Padilha é do grupo de Temer e tem o aval do governador do Rio Grande do Sul, Antônio Britto (PMDB). Em fevereiro, quando confirmou que os dois ministérios ficariam com o PMDB, Fernando Henrique disse que um seria ocupado por um peemedebista gaúcho.
O relator da reforma administrativa, deputado Moreira Franco (PMDB-RJ), continua na lista dos ministeriáveis, mas com chances menores que Aloysio e Padilha. Entre os senadores peemedebistas, três se enquadram no perfil ‘‘não criam problemas’’ exigido pelo Planalto: Ramez Tebet (MS), Renan Calheiros (AL) e Gerson Camata (ES).

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