Presidente defende as reformas e pede apoio
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terça-feira, 01 de julho de 1997
Agência Estado Brasília 
O presidente Fernando Henrique Cardoso atendeu ao pedido da platéia e apontou as reformas constitucionais como objetivo central de seu governo ao falar ontem para cerca de 400 empresários na sede da Confederação Nacional da Indústria (CNI). O presidente prometeu se empenhar para que o Congresso aprove as reformas ainda este ano, como defendem os empresários em campanha lançada ontem aproveitando o terceiro aniversário do Plano Real. Muito do que era possível fazer o governo fez, mas agora, efetivamente, ou se fazem as reformas ou não se tem mais recurso para avançar, disse Fernando Henrique.
O presidente disse que não se preocupava com a possibilidade de seu pronunciamento ser interpretado como um discurso de campanha eleitoral. Podem dizer que é campanha, tomara que seja uma campanha pelo Brasil, afirmou. Segundo ele, sua eventual candidatura a um segundo mandato é um detalhe. Mais tarde, ao participar de uma outra solenidade, no Palácio do Planalto, Fernando Henrique chegou a dizer a jornalistas que lançará sua candidatura à reeleição quando chegar a hora. E emendou rapidamente: Se for o caso.
Nós estamos tão longe da campanha, acrescentou o presidente. Isso não tem sentido agora. Na CNI, Fernando Henrique ressaltou pontos das reformas tributária e da previdência, e prometeu lutar pela reinclusão do chamado subteto salarial no projeto de reforma administrativa. O subteto permite que governadores e prefeitos estabeleçam, para seus funcionários, limite salarial inferior ao teto definido no plano federal. Os presidentes do Senado, Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA), e da Câmara dos Deputados, Michel Temer (PMDB-SP), também estavam na reunião, além de vários ministros.
Os empresários deixaram a CNI prometendo fazer um corpo-a-corpo para pressionar os parlamentares a apressar a votação das reformas. Chega de moleza, é hora de trabalho, proclamou o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Carlos Eduardo Moreira Ferreira, no final da solenidade. A maior preocupação dos industriais é a possibilidade de que a votação das reformas seja adiada para depois das eleições do próximo ano.


