Presidente de instituto se diz vítima de extorsão
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 27 de julho de 2011
Loriane Comeli<br>Reportagem Local 
Réu confesso durante a operação Antissepsia, deflagrada em 10 de maio pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) que levou 21 pessoas à prisão, o presidente do Instituto Atlântico, Bruno Valverde Chahaira, disse ontem à imprensa que foi ''obrigado a executar algumas situações para garantir o pagamento de funcionários''.
Colocando-se mais como uma vítima de extorsão praticada por funcionários públicos do que como alguém que corrompeu para obter vantagens indevidas, Valverde disse que antes da operação Antissepsia já tinha a intenção de não renovar o termo de parceria que sua Oscip mantinha com a Prefeitura. ''O instituto sofreu pressões o tempo todo em que executamos o contrato. É impossível manter qualquer contrato com a Prefeitura de Londrina. Aqui o instituto foi vítima de extorsão.''
À imprensa, Valverde não revelou nomes de quem exercia a pressão sobre o instituto. Durante as investigações, Valverde também declarou que o Atlântico somente foi contratado por influência direta do publicitário Ruy Nogueira, de São Paulo, que teria feito lobby junto à administração. Para isso, o presidente do Atlântico teria se comprometido a pagar R$ 300 mil, caso a entidade fosse contratada. Tal dinheiro, disse ele, seria rateado entre Nogueira, o biólogo Ricardo Ramirez, a primeira-dama Ana Laura Lino e o prefeito Barbosa Neto.


