Presidente da Urbs nega ilegalidade
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quarta-feira, 28 de março de 2001
Fabiana Klein De Curitiba 
O presidente da Urbanização de Curitiba (Urbs), Fric Kerin, foi ontem à Câmara Municipal explicar aos vereadores as contas do órgão relativas ao ano de 1998, desaprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado (TC). O conselheiro do TC, Nestor Baptista, em seu relatório, desaprovou a prestação de contas da Urbs e sugeriu a devolução de valores aos cofres da Prefeitura de Curitiba, aplicação de multa e denúncia ao Ministério Público (MP).
Entre as irregularidades relacionadas está a não-comprovação da aplicação dos recursos oriundos das multas de infração de trânsito. Outros problemas citados são irregularidades na contratação da empresa Cotrans para aluguel de veículos sem licitação pública e a inexistência de fundamento legal para criação da Diretran (que fiscaliza o trânsito).
O presidente da Urbs disse aos vereadores que, além de recebermos as auditorias, continuamos prestando nossas contas ao TC. Questionado pelos vereadores quanto ao sistema de fiscalização por meio de equipamentos eletrônicos, Kerin esclareceu que, em 98, a arrecadação foi de R$ 1,5 milhão. Em 99, subiu para R$ 16,7 milhões, e no ano passado chegou a R$ 21,8 milhões.
Kerin negou ilegalidade na contratação de serviços e empresas e garantiu que a Diretran integra a estrutura organizacional da Urbs.
De acordo com o vereador Tadeu Veneri (PT), a Câmara vai analisar as explicações de Kerin e definir as medidas a serem tomadas. Infelizmente, o presidente da Urbs deixou algumas coisas pendentes. Ele não soube explicar, por exemplo, quanto da arrecadação da Urbs está sendo destinada para a educação de trânsito, manutenção de vias e sinalização.


