Presidente da Telepar vai depor à CPI da Telefonia
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 24 de agosto de 2001
Dimitri do Valle<BR>De Curitiba 
A CPI da Telefonia volta a se reunir na próxima terça-feira, às 9 horas, para ouvir testemunhas sobre supostos casos de grampos telefônicos. O presidente da Telepar Brasil Telecom no Paraná, Juan Ramon Áviles, confirmou sua presença, já solicitada na primeira audiência, há duas semanas. O presidente da comissão, deputado Tony Garcia (PPB), vai pedir ao executivo informações sobre a montagem de escutas ilegais.
Áviles também deve responder a denúncias de que a Telepar estaria exagerando na hora de cobrar contas dos clientes. O presidente da empresa vai ser questionado porque não ajudou na investigação da antiga CPI da Telefonia, extinta pela Justiça há três meses. Outro depoente esperado é o chefe de segurança do Banco HSBC, Paulo Polesi, e o ex-sargento da PM Jorge Luiz Martins, que acusa a instituição financeira de montar uma rede de espionagem contra clientes e diretores do Sindicato dos Bancários de Curitiba.
Garcia espera que os depoimentos de Polesi e Martins possam esclarecer acusações de que o ex-sargento estaria sofrendo ameaças de morte. Por causa delas, ele foi aceito no programa federal de proteção à testemunhas. A CPI também quer confrontar as informações de Martins com a do ex-coronel do Exército dos Estados Unidos Lewis Keith. Ele é suspeito de ser o mentor do esquema de espionagem.
''Queremos que a Interpol nos ajude a trazê-lo para depor'', afirmou Garcia. O deputado vai propor na próxima semana um novo tema para ser investigado na CPI: o processo de entrega do Banco Bamerindus para o HSBC, que tem sede na Inglaterra. A venda ocorreu em março de 1997. ''A sociedade ainda não tem muitas informações sobre como esse processo foi desencadeado. A CPI tem condições de esclarecer com a documentação do Banco Central como o Bamerindus, um banco da nossa terra, foi parar no controle do HSBC.''


