A Promotoria de Investigações Criminais (PIC) de Londrina toma hoje, às 10 horas, o depoimento do presidente da Sercomtel, João Rezende. Ele foi indiciado semana passada no inquérito que apura a quebra de sigilo telefônico determinado pela Justiça. Rezende seria ouvido na PIC na tarde da última quinta-feira, mas, a pedido de seu advogado, Carlos Alberto Paolielo, a data foi transferida para que ele pudesse analisar o processo com mais tempo e preparar a defesa.
O depoimento de hoje foi anunciado na quinta pelo coordenador da PIC, Leonir Batisti, e confirmado na sexta-feira pelo promotor Cláudio Esteves. Dentre outras informações, a Promotoria quer saber de que forma extratos das contas de celular do prefeito Nedson Micheleti (PT) e do secretário municipal de Obras, Aloysio Crescentini de Freitas, foram parar nas mãos do detetive particular Paulo Rodrigues, preso pela PIC por porte ilegal de arma no dia 1º de outubro passado. Indiciado por quebra de segredo de Justiça crime previsto no artigo 10 da lei 9.296/96 , Rezende deverá explicar ainda ao delegado Alan Flore o motivo de ter pedido cópias dos documentos solicitados pela Justiça.
Em entrevista à Folha na quinta-feira, o coordenador da PIC não quis adiantar em que pé está o inquérito, mas concluiu que o material encontrado com o araponga poderia ter duas finalidades: ''Isso poderia ser usado tanto para prejudicar quanto para extorquir alguém'', avaliou Batisti.

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