O diretor-presidente da Sercomtel, Francisco Roberto Pereira, deverá ser ouvido amanhã na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembléia Legislativa, que investiga irregularidades na Copel. Desde maio de 1998, a Copel é dona de 45% das ações da companhia de telefonia londrinense.
Segundo o deputado e membro da CPI, Alexandre Curi (PMDB), a comissão que ainda deve ouvir outros dois diretores da Sercomtel no mesmo dia quer verificar se a parceria Copel/Sercomtel é rentável para o estado. ''Queremos saber se a parceria com a Sercomtel atinge a expectativa de rentabilidade de 14% (ao ano). O diretor de participações da Copel, Gilberto Glieber, nos disse que de todas as parcerias da Copel, se espera um retorno de 12% a 14%, e a Sercomtel não estaria atingindo este retorno. Queremos ver por parte da diretoria da Sercomtel se essa parceria vale a pena ou não'', justificou Curi. ''Se confirmado que não é rentável, deveremos sugerir no relatório da comissão, que a Copel se desfaça dos 45% de ações da Sercomtel ou compre a maioria das ações'', complementou. As ações foram comercializadas por R$ 186 milhões.
Pereira disse que ainda não foi notificado pela CPI, mas que deverá prestar os esclarecimentos aos deputados. O diretor-presidente não quis adiantar suas declarações à comissão. ''Não sei o parâmetro que eles estão utilizando (para calcular a rentabilidade). Se pegarmos o dinheiro que a Copel pagou naquela época e aplicarmos no sistema financeiro vai ter um valor, se aplicarmos na poupança vamos verificar o prejuízo, se investirmos no dólar vamos ter ganhos. As telecomunicações nos últimos anos não tiveram grandes rentabilidades, nem a energia'', calculou. Segundo Pereira, os números sobre a rentabilidade de Sercomtel e o que teria sido repassado à Copel, ainda estão sendo levantados.

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