O presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Rubens Approbato Machado, disse ontem que Jader Barbalho deve ser cassado, mesmo que os crimes do caso Banpará tenham prescrito. ''Não se trata mais de um problema meramente judicial, mas ético e político. O Senado não pode ter em seus quadros uma pessoa envolvida em corrupção'', disse.

Segundo ele, a OAB havia cobrado explicações de Jader sobre as acusações que lhe eram imputadas, antes mesmo de ele assumir a presidência do Senado. ''Já naquela época, falávamos que ele tinha um problema muito maior para resolver, que era o de responder às acusações de corrupção que o envolviam'', disse Machado.

Ontem, o senador Romeu Tuma (PFL-BA) anunciou que vai fazer um convite ao ex-procurador-geral do Banco Central José Coelho Ferreira, indicado pelo presidente Fernando Henrique Cardoso para o cargo de ministro do Superior Tribunal Militar, para que deponha na comissão especial criada pelo Conselho de Ética para investigar Jader.

A decisão foi anunciada depois de a Comissão de Constituição e Justiça do Senado adiar a sabatina de Coelho, atendendo a um requerimento do líder do senador José Eduardo Dutra (PT-SE). Em 92, Coelho assinou um parecer do BC em que se afirmava não haver indícios de envolvimento de Jader no caso Banpará.

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