Presidente da Gtech depõe e acusa Waldomiro
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terça-feira, 20 de abril de 2004
Agência Folha 
Rio - O presidente da Gtech, Fernando Antônio de Castro Cardoso, disse ontem à CPI da Assembléia Legislativa do Rio que a empresa foi duas vezes ''vítima'' de Waldomiro Diniz, ex-subchefe de Assuntos Parlamentares da Casa Civil: na renovação do contrato com a CEF (Caixa Econômica Federal), em 2003, e no edital da Loterj (Loteria do Estado do Rio de Janeiro).
O edital teria sido modificado para favorecer a Combralog, consórcio representado pelo empresário do jogo Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, que venceu a licitação, em 2002. A CPI investiga a suposta participação de Waldomiro em fraudes na Loterj no período em que ocupou a presidência da autarquia, entre fevereiro de 2001 e dezembro de 2002.
No depoimento, Cardoso afirmou que, na renovação do contrato com a CEF, ''pessoas, ligadas ou não ao governo, tentaram vender facilidades num processo que estávamos conduzindo na maior idoneidade'. Essas pessoas, citadas por ele, foram Waldomiro e o consultor Rogério Buratti, ex-secretário da Prefeitura de Ribeirão Preto na gestão de Antonio Palocci, atual ministro da Fazenda.
Cardoso, que preside a multinacional desde outubro de 2003, relatou três encontros que teriam ocorrido entre Waldomiro e a direção da Gtech nos primeiros meses de 2003. Segundo ele, a renovação do contrato da Gtech com a CEF para a exploração de loterias on-line foi assinada em 8 de abril, após dois anos de negociações.
Waldomiro também teria marcado um encontro com a diretoria da Gtech, em que teria dito que Buratti deveria ser contratado pela empresa. Cardoso disse que a Gtech não cedeu a Waldomiro. Segundo ele, a documentação enviada pelo consultor à Gtech não foi aprovada e, por isso, sua contratação foi vetada.


