Curitiba - O presidente da Fundação Copel de Previdência e Assistência Social, Edilson Bertholdo, encaminhou anteontem um requerimento pedindo o seu afastamento da entidade ''visando mitigar eventuais constrangimentos''. O motivo, conforme nota divulgada pela Fundação, seria a repercussão causada pelos desdobramentos do processo de alienação das ações da Terminais Portuários da Ponta do Félix, em Antonina. A correspondência foi enviada ao Conselho Deliberativo que deve se reunir em breve para decidir sobre o pedido.
O requerimento foi feito no mesmo dia em que o governador Roberto Requião (PMDB) anunciou, durante a Escola do Governo, que pediria a exoneração de Bertholdo. O motivo seria a negativa dele em acatar a determinação do governador de, junto à Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), adquirir a participação acionária do Previ - fundo de previdência dos funcionários do Banco do Brasil - na Ponta do Félix.
Bertholdo não se pronunciou à imprensa sobre os motivos de não ter utilizado direito de preferência da fundação na compra das ações, mas informou estar disposto a prestar os esclarecimentos necessários em audiência na Assembleia Legislativa. O presidente da Copel, Rubens Ghilardi, disse que desde que a fundação adquiriu ações da empresa portuária, há 15 anos, não obteve o retorno esperado. Ele também afirmou que, quando foi ofertada a preferência de compra, não houve tempo hábil para estudar a proposta.
A participação de 43,7% do Previ, maior acionista individual do terminal de Antonina, foi adquirida pela Equiplan Consultoria, empresa ligada à operadora portuária Fortesolo. Pelo acordo entre os acionistas da Ponta do Félix, qualquer decisão que afete a administração da empresa deve ter o aval da maioria. Por esse motivo a venda da participação do Previ não deve trazer grandes mudanças à empresa. O terminal, que já chegou a movimentar 1 milhão de toneladas ao ano entre 2005 e 2006, atualmente movimenta cerca de 140 mil toneladas/ano. (Colaborou Maigue Gueths).

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