Presidente da Fiep defende acordo
Carmem Murara
Kraw PenasVale tudoCarvalho: Ano eleitoral é assim O presidente da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), José Carlos Gomes Carvalho, defendeu ontem, em Curitiba, o governo do Estado na liberação de um empréstimo de até R$ 1,5 bilhão para a montadora Renault. Segundo Carvalho, os benefícios para a montadora contribuíram para a atração de novas indústrias, que acabaram gerando um investimento acumulado de R$ 14 bilhões até agora. Representante de todo o segmento empresarial paranaense, ele não acredita que as empresas estaduais possam cobrar do governador Jaime Lerner ajuda semelhante para investimentos locais ou para ajudar grupos que estejam enfrentando dificuldades financeiras.
Eu sempre digo que o choro é livre. Nós, empresários paranaenses gostaríamos de ter benefícios idênticos aos da Renault, mas isso é impossível, afirmou o presidente da Fiep. Ele disse que o empresariado do Paraná precisa entender a política de incentivo fiscal do governo do Estado. Nós estamos vivendo um momento de transformação. E não há (benefícios) para todos. Quando não há para todos, você prioriza o objetivo, e foi o que o governo fez, explicou.
Para Carvalho, a divulgação do acordo da Renault foi um fato motivado por questões políticas. Ano eleitoral é assim mesmo, vale tudo. Na verdade, o protocolo não era mais segredo para ninguém, afirmou. A novidade foi a garantia de financiamento de até R$ 1,5 bilhão para a Renault, que somado aos R$ 300 milhões de participação acionária, totalizaram um investimento do governo de R$ 1,8 bilhão para a montadora francesa. A Renault entra com outros R$ 600 milhões.
O presidente da Fiep ressaltou que a federação participa junto com o governo da política de atração de novas indústrias para o Paraná. Ele disse que o Estado mudou o perfil econômico nos últimos anos, deixando de ser essencialmente agrícola para se tornar industrializado. Para trazer investimentos no valor que trouxemos alguma coisa tinha que ser feita. O primeiro impacto aconteceu e temos que olhar para frente, ressaltou.
Ele lembrou que Estados como Minas Gerais também adotaram políticas semelhantes para atrair investimentos. Carvalho garante que Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro também concederam incentivos parecidos aos do Paraná para garantir a instalação das montadoras naqueles Estados.





