Rubens Pavan confirmou ontem que reassume a presidência da Sercomtel na terça-feira, quando será realizada uma assembléia extraordinária do Conselho de Administração da telefônica. Pavan está de licença por 15 dias (desde o dia 2 deste mês) e havia rumores de que o prazo seria prorrogado por tempo indeterminado. Um dos motivos do afastamento seria o fato de o Ministério Público (MP) ter pedido sua prisão preventida por envolvimento em desvio de recursos da prefeitura.
O afastamento de Pavan por tempo indeterminado havia sido confirmado anteontem de manhã, pelo prefeito Jorge Scaff (PSB). Mas Scaff voltou atrás na decisão e à noite, por volta das 23 horas, disse que Pavan continua à frente da Sercomtel. O prefeito argumentou que faltam apenas quatro meses para o término da administração, por isso, não haveria motivo para a substituição.
A informação da permanência de Pavan foi dada após uma rápida reunião entre Scaff e o presidente da Sercomtel. Ontem, Pavan negou que tenha tratado do assunto na reunião. Segundo ele, ao chegar de uma viagem de negócios, procurou Scaff para falar sobre trabalho.
Pavan disse que tirou a licença de 15 dias para cuidar da estruturação de uma TV a cabo em Osasco (SP). Ele afirmou que havia a possibilidade de tirar uma licença por tempo indeterminado se a negociação ficasse complicada. ‘‘Em razão do avanço que tive, a licença tornou-se desnecessária’’, ressaltou.
O presidente da Sercomtel disse ver com naturalidade os rumores sobre a mudança de nomes no cargo. ‘‘A Sercomtel é o maior ativo da prefeitura, é uma empresa expressiva e vivemos um momento político bastante intenso’’, justificou.
Sobre as denúncias e o pedido de prisão preventiva apresentadas pelo MP, Pavan respondeu. ‘‘Me sinto injustiçado pelo Ministério Público.’’ Ele disse que seus dois advogados estão cuidando do caso. (L.O.)

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