O presidente da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), Amílcar Gazaniga, ainda não formalizou seu pedido de demissão. Gazaniga passou o dia tentando falar com o ministro das Comunicações, Sérgio Motta, mas até o final da tarde de ontem não havia conseguido o contato. Motta, superior hierárquico de Gazaniga, criticou-o em entrevista publicada na última edição da revista ‘‘Veja’’.
‘‘O ministro me convidou por telefone para assumir o cargo e, por uma questão de respeito, só pediria demissão pessoalmente’’, afirmou Gazaniga, da sua casa em Camboriú, Santa Catarina. Gazaniga chegou à ECT com a chancela do senador Esperidião Amin, presidente nacional do PPB e líder de seu grupo político. Amin recebeu ontem carta em que Gazaniga coloca o cargo à disposição da legenda, já que entende que sua escolha para comandar a ECT deu-se graças a um acordo partidário.
O quase demissionário presidente da ECT lamentou a forma ‘‘jocosa’’ utilizada por Motta na entrevista. No aspecto administrativo, disse que estranhou a atitude do ministro. ‘‘Numa reunião no mês passado, em São Paulo, o ministro fez vários elogios ao desempenho dos Correios’’, disse Gazaniga. Para ele, as críticas de Motta são injustas também pelo lado político. Filiado ao PPB, Gazaniga cobrou reciprocidade do governo federal.

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