O presidente da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Carlos Geirinhas, afirmou ontem que irá ressarcir a companhia por quase metade dos gastos com as 212 doses da vacina contra a gripe H1N1 aplicada em todos os funcionários no mês passado, ao custo de R$ 10,6 mil. Ele acatou recomendação do Ministério Público (MP) que considerou indevido o gasto público para esta finalidade.
Para o promotor Renato de Lima Castro, são justificáveis apenas os gastos com as doses para os 121 servidores que exercem funções externas, como agentes de trânsito e de posturas, pois estariam mais expostos à gripe em razão de enfrentarem chuva, sol ou frio cotidianamente. Para os outros 91 servidores, que executam atividades internas, Geirinhas irá ressarcir os cofres da CMTU em R$ 4.550. "Vou pagar do meu bolso. Amanhã (hoje) mesmo vou fazer um cheque para a CMTU e fazer o pagamento."
Geirinhas disse que praticamente todos os funcionários se dispuseram a pagar pela dose - R$ 50 cada uma – para que ele não tivesse prejuízos financeiros. Mas ele recusou. "Se houve uma decisão equivocada, essa decisão foi minha e eu que tenho que assumir", declarou, acrescentando que inicialmente, em razão de pareceres jurídico e administrativo, considerava a compra de vacinas completamente legal.
"Mas o entendimento do promotor é outro e vou simplesmente acatar. Quero evitar problemas e, na nossa missão na CMTU, queremos o Ministério Público do nosso lado", comentou Geirinhas.
Com o pagamento das vacinas, Lima Castro afirmou que "agora o Ministério Público vai analisar se, mesmo com quitação, houve eventual ato de improbidade administrativa". O promotor não descartou o arquivamento da investigação contra o presidente da companhia. (Colaborou Edson Ferreira/Reportagem local)

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