O diretor-presidente da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Gabriel Ribeiro de Campos, assume na próxima segunda-feira, a presidência da Sercomtel, no lugar do economista João Rezende. A alteração foi anunciada ontem pelo prefeito Nedson Micheleti (PT), através de uma nota oficial.
Rezende deverá assumir a chefia de Gabinete do Ministério do Planejamento, a convite do ministro Paulo Bernardo. Ele deixa o cargo dois anos e meio depois de assumir a telefônica e dois dias após o fim do maior embate travado na empresa durante a sua gestão. Na última terça-feira, a Câmara de Vereadores arquivou o projeto que tramitava há 50 dias e que previa a revogação da lei que condiciona a alienação de ações da Sercomtel à realização de um plebiscito. O projeto de autoria de sete vereadores contava com o apoio do Executivo e enfrentou a resistência dos funcionários da Sercomtel, que lotaram as galerias da Câmara até o arquivamento da proposta.
Em entrevista à Folha, Rezende avaliou que mesmo com o resultado negativo registrado em 2005 pela Celular, R$ 4,6 milhões principalmente devido o subsídio de aparelhos celulares a empresa é viável. ''Temos esse grande desafio de aumentar a convergência da Celular. Há condições disso e a empresa tem condições de sobreviver no mercado. A Celular vai ter que continuar buscando parcerias operacionais importantes talvez até com outra operadora no sentido de avançar na tecnologia, na modernização da empresa. Embora tenhamos amargado prejuízo, estamos mantendo atualizado tecnologicamente o serviço da empresa'', afirmou.
A análise de Rezende distoa do discurso adotado pelos sete vereadores e pelo prefeito para justificar a derrubada da lei do plebiscito. Ele nega que a divergência de opiniões tenha influenciado na sua saída da Sercomtel. ''A minha ida para Brasília é uma decisão em conjunto do prefeito Nedson e do ministro. Na verdade o comunicado sobre a minha ida à Brasília foi feito para mim pelo Nedson'', relatou Rezende. ''Não há divergência. O Nedson coloca, e com razão, que o acionista tem que fazer a avaliação de mercado, acompanhar o desempenho da empresa e ver o melhor encaminhamento.''
Rezende, que foi secretário de Fazenda na administração do ex-prefeito Luiz Eduardo Cheida (PMDB), encara o novo cargo como um desafio. ''É um novo desafio na minha carreira profissional mas estaremos trabalhadno em conjunto com o ministro no sentido de encaminhar projetos e trabalhar no sentido de implementar relações com outros ministérios e sempre ser uma porta aberta para a cidade.''

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