O presidente da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Gustavo Santos, esteve ontem à tarde na sessão da Câmara de Vereadores de Londrina para explicar a operação de ‘‘integralização’’, que, em fevereiro, aumentou o capital da empresa de R$ 603,9 mil para R$ 1,5 milhão. Ele levou à Câmara cópias de documentos da operação e assegurou que, legalmente, a operação não apresentou problemas.
Os documentos mostram que o aumento do capital foi autorizado em 11 de junho do ano passado na 6ª Assembléia Extraordinária da companhia. O motivo do aumento seria um déficit acumulado da antiga Comurb no valor de R$ 780,9 mil. Como o município detém 99,98% das ações, teria que injetar o valor equivalente. Mas como as dívidas seriam com a própria prefeitura, o valor acabou nem entrando nos cofres da companhia – apenas serviu para abater dívidas.
Santos não quis comentar sobre os motivos que levaram a Comurb a apresentar o déficit. ‘‘Isso deve ser questionado para a antiga diretoria’’, afirmou – ele tomou posse em março de 99, no lugar do ex-presidente Celso Costa. Ontem, Costa não foi localizado pela reportagem.
O pedido de informações do vereador Carlos Santa Rosa (PFL) sobre a possível venda de 7% das ações da CMTU acabou não sendo votado ontem e voltará à pauta amanhã. Os vereadores Elza Correia (PMDB) e Tercílio Turini (PSDB) apresentaram uma emenda questionando a prefeitura sobre a integralização. Célio Guergoletto (PMDB) também apresentou emenda questionando a distribuição das ações.

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