Pelo projeto de lei do Executivo que aguarda votação, seria o Município de Londrina o responsável pelo gerenciamento dos serviços de água e esgoto, por meio da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU). À empresa contratada, caberia apenas a execução da tarefa de modo que a determinação da tarifa, por exemplo, ficaria a cargo do poder concedente.
Presente ontem à Câmara como espectador da discussão, o presidente da CMTU, Gabriel Ribeiro de Campos, pela primeira vez admitiu que a Prefeitura pode abrir mão da definição da tarifa, ao menos ''temporariamente''. Sobre a existência de um contrato em vigor com a Sanepar, Campos disse que ''os documentos serão analisados pelas secretarias municipais de Governo e de Gestão Pública'', mas relegou a um plano secundário a questão do termo aditivo de 1996. ''O que nos importa é o que será feito daqui para frente. Se a Sanepar insistir nisso, a discussão será jurídica'', sinalizou. ''Trabalhamos apenas com a perspectiva de celebrar um novo contrato de 15 anos prorrogáveis por mais 15, e estamos avançando. Só a tarifa é que ainda não é um consenso'', concluiu o presidente da CMTU. (J.G.)

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