Presidente da Câmara quer retirar urgência de projetos para destravar votações
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quinta-feira, 05 de dezembro de 2013
Agência Estadoo 
O presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) pediu, nesta quinta-feira (5) ao governo, que retire a urgência sob a qual tramitam alguns projetos na Casa para destrancar a pauta.
Em reunião com a ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, Alves fez o apelo para que seja suspenso o regime de tramitação de projetos como o Marco Civil da Internet, e o que transfere para o programa Minha Casa, Minha Vida, os recursos da multa paga pelas empresas - depositados no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) - quando demitem empregados sem justa causa.
"(A retirada) desobstruiria a pauta, temos uma agenda importante aí", disse o presidente, referindo-se a outras propostas que poderiam ser votadas com o destrancamento da pauta. O regime de urgência dá mais celeridade à tramitação de qualquer proposta e determina o trancamento da pauta se a matéria não for votada pelo plenário da Casa em 45 dias.
O Marco Civil da Internet, uma espécie de Constituição da Web no país, o projeto do FGTS para o Minha Casa, Minha Vida e ainda um outro que trata do porte de arma para agentes penitenciários tramitam sob esse regime e trancam a pauta da Câmara.
Com isso, impedem a votação de matérias que podem ter impacto nas contas públicas e desagradam o governo, caso do projeto que fixa um piso salarial para agentes comunitários de saúde. Nesta quinta-feira (5), o presidente pediu a retirada sob o compromisso de votar a proposta dos agentes de saúde apenas em março de 2014.
Alves pretende colocar em pauta nos últimos dias de trabalho deste ano - o Congresso tem recesso a partir do dia 24 deste mês e ainda precisa votar o Orçamento de 2014 - projetos como o que classifica a corrupção como crime hediondo, o que permite a publicação de biografias não autorizadas de pessoas que tenham relevante interesse social e ainda a regulamentação da chamada PEC das Domésticas, que amplia os direitos trabalhistas desses empregados.
"São pautas boas. Se fizesse isso (retirasse a urgência), eu pegaria a última semana de trabalho aqui e faria votações segunda, terça, quarta e quinta, de manhã, de tarde e à noite", disse.


