Presidente da Câmara define prioridades para biênio 2019-2020
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terça-feira, 25 de dezembro de 2018
Vitor Struck Reportagem Local 
A 17ª legislatura da Câmara Municipal de Londrina chega ao final de um ano que pareceu ser ainda mais conturbado do que 2017, o ano da posse. Mas ao chegar na metade do mandato e com a eleição dos novos membros da Mesa Executiva, um consenso entre quem acompanha o dia a dia do Poder Legislativo londrinense é que é hora da Casa superar de vez os problemas de natureza interna que tomaram parte importante do tempo que poderia ser dedicado à discussão de projetos de lei.

Segundo o presidente, o vereador Aílton Nantes (PP), restabelecer uma boa imagem para a Câmara vai ser uma de suas prioridades ao lado dos outros quatro integrantes da Mesa Executiva, Eduardo Tominaga (DEM), Felipe Prochet (PSD), Daniele Ziober (PP) e Amauri Cardoso (PSDB), vice-presidente, primeiro, segundo e terceiro secretários, respectivamente.
Desafio nada fácil diante da absolvição política de Rony Alves (PTB) e Mario Takahashi (PV) que ainda enfrentam na Justiça os fatos revelados pela Operação ZR3 (Zona Residencial 3). "O que é preciso ficar claro para a população é que aqui é um julgamento político, diferente da Justiça, precisa haver este entendimento por parte da sociedade", lembrou o vereador.
Para 2019 restam, ainda, muitas dúvidas. Uma delas é se a Justiça vai renovar o afastamento dos dois vereadores, marcado para acabar no final de janeiro, pouco antes da primeira sessão. Outra, já para o ano seguinte, é se Nantes permanecerá no PP (Partido Progressista), uma vez que nos bastidores, a reportagem apurou que conversas sobre uma possível ida para o PSL (Partido Social Liberal) estariam surgindo. Questionado, lembrou que isso é assunto para a "janela eleitoral" em 2020 e que no momento não pensa em reeleição.

"O PSL defende muitas bandeiras que eu defendo, a questão da família, enfim. É uma bandeira que me atrai, mas isso não significa que eu irei pra o PSL. Mas assim também como o DEM que também é de direita, mas não é tão extremista. Tem alguns [partidos] que me vejo, mas neste momento não estou pensando nesta questão nem em reeleição", afirmou o presidente.
Uma certeza é quanto ao grande desafio que envolve fazer a reforma do prédio do Legislativo, cuja fase de elaboração do edital de licitação dos projetos hidráulico, elétrico, estrutural e da parte de informatização ainda não foi superada. "Eles [Departamento de Licitações] estão concluindo e no começo do ano deve sair o edital para a licitação dos projetos, e aí tendo os vencedores saí a licitação da obra", explicou.
Sobre a constante presença de secretários municipais nas sessões, até mesmo na que escolheu os novos membros da Mesa Executiva na última quinta-feira (20), Nantes não enxerga como "marcação cerrada". "Não vejo como pressão, mas como positiva a presença dos secretários porque normalmente existem dúvidas sobre os projetos, e suspendemos a sessão e o secretário dá a explicação dele. Vejo, também, como auxílio ao projeto", afirmou.
Questionado sobre qual nota daria para si próprio e para a Câmara neste ano, o presidente se esquivou e ressaltou as dificuldades. Já de acordo com o cientista político e professor do Departamento de Filosofia da UEL (Universidade Estadual de Londrina), Elve Cenci, esta legislatura ainda não assumiu o protagonismo necessário diante das grandes discussões que a cidade enfrenta. "Até pela postura do Marcelo [Belinati] teria espaço para uma protagonismo maior do Legislativo. O Marcelo apesar de conseguir aprovar uma série de projetos não é exatamente um prefeito que, digamos, tenha absorvido a Câmara", avaliou.


