O Conselho de Ética da Câmara Municipal de Curitiba aprovou ontem o afastamento por 90 dias do presidente da Casa, João Claudio Derosso (PSDB). A cassação do mandato de Derosso - que é investigado por supostamente ter beneficiado a esposa, Claudia Guedes, em licitações para fazer a publicidade da Câmara - chegou a ser sugerida por dois vereadores do Conselho, Noêmia Rocha (PMDB) e Francisco Garcez (PSDB).
No entanto, o afastamento temporário foi sugerido pelo relator do processo, vereador Jorge Yamawaki (PSDB), que foi seguido por Pastor Valdemir Soares (PRB) e Zezinho do Sabará (PSB). A penalidade é a segunda mais rigorosa prevista no regimento interno. Para que o afastamento seja aplicado, ainda será necessário um trâmite que pode demorar.
Como Yamawaki ressaltou alguns pontos que mereceriam ser aprofundados pelo Conselho de Ética, como a formação de uma comissão de três vereadores para dar um parecer. O problema é que esse parecer será encaminhado ao presidente da Câmara, Derosso, que neste caso é o próprio acusado. Depois de instituída a comissão e entregue a análise, Derosso tem sete dias para apresentar defesa. Só depois começa o trâmite para o afastamento.
Fora a votação no Conselho de Ética, o afastamento de Derosso é pedido por uma outra frente: a solicitação feita à Justiça pela vereadora Renata Bueno (PPS), que deve ser colocada em votação em plenário hoje. Na sessão de ontem, o primeiro vice-presidente da Casa, Sabino Picolo (DEM), que presidia a sessão, alegou não ter conhecimento da liminar e afirmou que vai aguardar ser comunicado oficialmente sobre a decisão.

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